Raça e direitos humanos foram temas abordados em coletiva

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Trabalhar com direitos humanos sempre foi um desafio para a jornalista e mestre, Raika Julie Moises, assim como o tema raça que perpassa toda a trajetória da pesquisadora. Esse foi o enfoque da primeira simulação de entrevista coletiva para alunos do 3º período do curso de Comunicação Social da UFRJ (ECO). Com experiência em instituições como Observatório de Favelas, Anistia Internacional, ambas no Rio, e OEA (Organização dos Estados Americanos), em Montevidéu, Raika chamou a atenção dos alunos, curiosos sobre os diversos caminhos abertos para o campo da comunicação.

“A liberdade de expressão não pode ser uma violação dos direitos humanos”, afirma jornalista

Isabela Aleixo*

Em entrevista a estudantes da Escola de Comunicação da UFRJ (ECO), a jornalista e mestre Raika Julie falou sobre as experiências no campo da comunicação, suas passagens por instituições defensoras dos direitos humanos e sobre seu papel social enquanto comunicadora negra. O encontro ocorreu na sala de editoração da Central de Produção Multimídia (CPM) da ECO, na sexta-feira, 4 de novembro.

A pesquisadora, formada em jornalismo, construiu a carreira desde cedo no campo de instituições em defesa dos direitos humanos. Dentre elas, trabalhou no Projeto Legal, instituição que se dedica a proteger jovens em situação de conflito com a lei e, no Observatório de Favelas, organização da sociedade civil, que atua de forma sistemática na defesa dos direitos humanos e dos moradores de periferias. Raika também teve experiência na OEA (Organização dos Estados Americanos), organismo comprometido com a defesa da democracia, instalada no Uruguai. No momento, a jornalista trabalha na Anistia Internacional, entidade global que atua em diversos países com campanhas a favor dos direitos humanos e de combate a opressões estruturais. São destaques as lutas contra o machismo, o racismo e a homofobia e a campanha “jovem negro vivo” veiculada nas redes recentemente.

Questionada sobre o papel das mídias nas decisões políticas do país, tendo em vista a última campanha eleitoral para a prefeitura do Rio, Raika disse que os meios de comunicação exercem mais influência sobre a decisão final que as próprias pesquisas de intenção de votos. Dá como exemplo a campanha de difamação sensacionalista do candidato à prefeitura, Crivella, veiculada pela Rede Globo e Revista Veja, que não foram decisórias para o resultado da eleição, mas diminuíram significativamente o número de intenções de voto e votantes finais no candidato vencedor.

A pesquisadora critica ainda a forma como a mídia hegemônica tem veiculado as informações de utilidade pública nos últimos tempos, e diz sentir falta de informações nos jornais, que se baseiam mais em opiniões ou mínimas informações já interpretadas do que informações de utilidade pública. “Antes o filtro era do leitor, hoje está todo mundo sem filtro”, referindo-se à qualidade da informação veiculada nos meios de comunicação de massa. “Quando a mídia não informa, ela impede o conhecimento. A mídia está dizendo que não está a fim de produzir conhecimento”, ressaltou.

No contexto atual de controle e hegemonia dos meios de comunicação, Raika destacou o papel do jornalista, que não deve ter preguiça de dar informação ao leitor/espectador. “A gente como profissional da comunicação não pode abrir mão (da informação)”. Disse ainda que “trabalhar com comunicação é ter uma negociação diária com a ética”, se referindo à responsabilidade social dessa profissão que presta um serviço básico e de direito constitucional à sociedade.

Após um episódio de violência policial na Maré, a entrevistada citou a atitude de um repórter da Folha de São Paulo, que invadiu a casa de um morador sobrevivente para fazer entrevista. Raika questionou a atitude da mídia que coloca em risco a vida de pessoas em situação de violência, sob o argumento da liberdade de expressão e afirmou “a liberdade de expressão não pode ser uma violação dos direitos humanos”.

Reconhecendo na sua condição de mulher e jornalista negra um vetor para sua militância no combate ao racismo e ao machismo, a entrevistada, citando Muniz Sodré, disse que “a negritude tem mais a ver com o lugar que a pessoa ocupa do que com a cor da pele propriamente dita”. Na sua fala deu o exemplo: “Pelé nunca foi negro no lugar que ele ocupa”, portanto, o meio e a classe social interferem na interpretação que a sociedade faz sobre considerar uma pessoa negra ou não e é o resultado dessa interpretação que vai definir as formas como o racismo vai se manifestar.

Raika participou da pesquisa “Direito à comunicação e justiça racial”, que mapeou os meios de comunicação comunitários e livres, situando quais deles frequentemente pautavam o racismo. A pesquisa foi realizada pelo Observatório de Favelas onde, segundo a jornalista, pode tratar da comunicação com ênfase na questão racial. Por ser um tema que perpassa a vivência pessoal aparece de forma recorrente em suas pesquisas como na dissertação de mestrado que trata do corpo negro e feminino.

Como sugestão aos futuros comunicólogos, Raika disse que é importante ter paciência e saber falar o óbvio de forma simples, sem se deixar ser atingido pelo academicismo. Em relação à divergências ideológicas e políticas nas redes, a entrevistada afirmou que valoriza a diversidade e que “é na diferença que a gente vai se encontrar”.

* Aluna do 3º período do curso de Comunicação Social da ECO/UFRJ.

Jornalista considera importante visibilizar a negritude
Ana Caroline Almeida*

“Muniz Sodré diz na obra Claros e Escuros: Preto é muito mais uma questão de lugar do que propriamente de cor da pele. Uma vez que você entende o que é ser preto, qualquer lugar que ocupar isso é levado junto com você”. A frase foi citada pela jornalista e mestre, Raika Julie Moisés, na primeira simulação de entrevista coletiva do Laboratório de Comunicação Crítica da Escola de Comunicação da UFRJ (ECO). O encontro ocorreu na Central de Produção Multimídia (CPM), sexta feira, 04/11.

Com vasta trajetória em projetos sobre direitos humanos, raça e gênero, a entrevistada navegou por assuntos que vão desde respeito às minorias, representatividade negra, mídia digital, até os novos rumos que o jornalismo brasileiro tem seguindo. A entrevistada apontou o esvaziamento da informação em detrimento da opinião, presente em matérias jornalísticas. Citou a ausência de técnicas da comunicação, como o lide, conjunto de seis perguntas que situam os leitores sobre o assunto da matéria.

A entrevistada fez referência a intelectuais negros como Muniz Sodré e Sueli Carneiro para esboçar a importância do levantamento sobre discussões de raça, visibilizado pelas redes sócio digitais e omitido por mídias tradicionais. Citou o exemplo da violência cotidiana contra jovens negros e moradores de favela, naturalizada e silenciada pela mídia hegemônica.

Raika começou a carreira jovem, aos 21 anos, coordenando a equipe de comunicação do Projeto Legal, organização de direitos humanos sem fins lucrativos, sediada no Rio de Janeiro. Contou que, na ocasião, trabalhou com jovens e adolescentes infratores que cumpriam medidas socioeducativas. Como assessora de imprensa, lidava diariamente com situações delicadas, envolvendo histórias de crianças que cometiam crimes. Citou o caso de um jovem que, sob os efeitos de drogas, matou a irmã à facadas e, após internação, se tornou apático, visivelmente perturbado, ainda que não fizesse uso de medicamentos.

A primeira experiência internacional de Raika, segundo ela, foi na Organização dos Estados Americanos (OEA), no Uruguai. Trabalhou no setor de Comunicação Institucional, onde sofreu sexismo e racismo, de forma incisiva, por parte do chefe. A entrevistada observou, que de acordo com estatísticas, houve um aumento de assassinato de mulheres negras em comparação à mulheres brancas.

Outra oportunidade profissional foi no Observatório de Favelas, no Complexo da Maré, onde, de acordo com a jornalista, teve a feliz oportunidade de trabalhar com Comunicação Comunitária, abordando como princípio questões raciais. Dentre várias ocasiões de violência que acompanhou na favela, lembrou um momento difícil, a chacina sofrida por nove jovens negros, mortos a facadas por policiais do BOPE.

Atualmente na Anistia Internacional se ocupa da comunicação digital, com foco em princípios que violam os direitos humanos. Como pesquisadora, seu escopo é o corpo negro feminino no ambiente virtual, comparando coletivos negros femininos dentro e fora das redes sócio digitais.

Com mais de dez anos de carreira, Raika ressaltou a importância de “ser preta” e tornar isso visível para as pessoas. Invocando Sueli Carneiro, fundadora do Geledés, primeira organização negra feminista independente, disse: “O racismo não é coisa de ignorante é coisa de profissional”.

* Aluna do 3º período do curso de Comunicação Social da ECO/UFRJ.

Jornalista critica a mídia em palestra para alunos da UFRJ

André Oliveira*

O Laboratório de Comunicação Crítica da Escola de Comunicação da UFRJ (ECO) contou com a participação da jornalista e Mestre, Raika Julie Moises, na primeira simulação de coletiva de imprensa. A entrevista aconteceu na Central de Produção Multimídia (CPM), sexta-feira 4 de novembro. Bem humorada e à vontade, Raika palestrou sobre as experiências no campo da comunicação social, contou um pouco de sua história profissional e pessoal, narrando casos e compartilhando dicas com as alunas e aluno do laboratório.

Natural de Minas Gerais, a jornalista contou que se mudou para o Rio de Janeiro e em 2006 começou a trabalhar no Projeto Legal, uma organização de Direitos Humanos que atuava sob uma perspectiva jurídica de auxilio a jovens e adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas. Raika relatou que foi selecionada para coordenar o núcleo de comunicação do Projeto e em um segundo momento passou para um projeto de reabilitação com esses jovens. Segundo ela, foi ali onde “aprendeu fazendo” assessoria.

Após essa experiência, a jornalista fez assessoria de imprensa para a Organização dos Estados Americanos (OEA), no Uruguai. Ela narrou a experiência de chegar ao país em um “momento maravilhoso”, referindo-se ao período eleitoral que viria a eleger José Mujica como presidente. Raika disse que recebeu a informação do resultado da eleição em primeira mão, mas não podia revelar nada até a divulgação oficial, em 1º de Março. Em 2011 voltou ao Brasil, iniciando sua participação no Observatório de Favelas, onde ficou até 2014.

Ao final da palestra, a mestre em comunicação ainda participou de uma entrevista coletiva realizada pelas estudantes do Laboratório. Raika logo foi questionada sobre os preconceitos em sua vida profissional. A jornalista confirma ter sofrido preconceito, contudo disse que sempre teve dificuldade em desassociar qual o preconceito sentido, se o de raça ou o de gênero.

“O Rio de Janeiro acabou!”

Em comentário sobre o cenário político do Rio de Janeiro, Raika citou os diversos problemas da cidade e associou a tendência da mídia ao noticiar esses acontecimentos a um “acordão” financeiro entre o governo e a grande mídia. A entrevistada aproveitou o tema para levantar o debate sobre a democratização da informação, contestar a programação de televisão sempre voltada para o sudeste e o desmonte da EBC. Raika falou também sobre as recentes declarações do Governador Pezão acerca das medidas a serem tomadas para conter a crise no Estado, alegando que seriam mais bem traduzidas se ele simplesmente falasse que o Rio de Janeiro acabou.

A jornalista concluiu a entrevista se posicionando sempre a favor do debate. “É na diferença que a gente realmente vai se encontrar. Jornalismo é informação.” Para Raika, não adianta apenas falar dentro da sua zona de conforto, é preciso ir pra fora e buscar o entendimento entre as partes, de maneira sadia.

* Aluno do 3º período do curso de Comunicação Social da ECO/UFRJ.

“Antes de uma pauta, o que temos são pessoas”, observa pesquisadora

Julia Maia*

A primeira convidada do Laboratório de Comunicação Crítica, um espaço de discussão e treino jornalístico que acontece todas às sextas-feiras na Escola de Comunicação da UFRJ, foi a jornalista e mestre em Comunicação e Cultura Raika Julie. Em entrevista coletiva ela falou sobre representatividade negra na mídia, direitos humanos e questão de gênero, sem deixar de contar também sua longa trajetória profissional para os futuros comunicadores que estavam presentes. O encontro aconteceu na Central de Produção Multimídia (CPM/ECO), dia 04 de novembro.

Raika disse que se aproximou do jornalismo porque amava contar histórias e pelo interesse em memórias, despertado ainda cedo, enquanto morava em Uberaba (MG), por seu avô, um colecionador de fotografias.

Contou que em 2006, ao final da graduação e com apenas 21 anos, recebeu uma proposta ousada: Foi convidada a ser coordenadora de comunicação na organização Direito Legal, uma ONG de direitos humanos que atua desde 1993 como porta-voz de crianças e adolescentes em conflitos com a lei. Disse que arrumou as malas e partiu para o Rio de Janeiro. “Hoje eu olho para trás e vejo que não faria isso novamente, assumir para mim toda essa responsabilidade. Mas a garra de recém-formada ajudou”.

A jornalista, que ao longo desses anos vem fundando sua carreira na área de direitos humanos e educação, contou que também trabalhou em Montevidéu, na OEA (Organização dos Estados Americanos), como responsável pela área de design gráfico. Raika disse que essa experiência foi muito importante para sua tomada de consciência da dimensão da América Latina, dos movimentos políticos e do papel dos meios de comunicação nas eleições, sobretudo a do Uruguai, em 2010.

“Eu estive lá em um momento maravilhoso de ascensão da esquerda, com a chegada de Mujica ao poder. E percebi como os meios de comunicação foram importantes na definição de quem iria ganhar as eleições”, relatou.

A jornalista disse ainda que em 2011 foi trabalhar no Observatório de Favelas, um centro de pesquisa, consultoria e ação pública da sociedade civil dedicado à produção do conhecimento e de proposições políticas sobre as comunidades. Inserida no contexto da chacina de 2013 por policiais que mataram nove jovens a facadas, disse que enfrentou situações desafiadoras. “Eu chorava no trabalho”, contou, sem deixar de ressaltar também que a experiência foi de profundo crescimento.

Raika trabalha atualmente na Anistia Internacional. A jornalista continua trilhando o caminho no campo dos direitos humanos, de raça e de gênero, e agradece pela bagagem do aprendizado recebido durante a experiência com o Observatório.

A entrevistada disse que hoje se considera pouco jornalista e que se vê mais imersa em um campo reflexivo. Fez severas críticas ao funcionamento dos meios de comunicação, sobretudo a dificuldade de abordagem de temáticas relativas aos direitos humanos e representatividade negra.

“Sinto falta do lead. [Conjunto de seis questões que ao serem respondidas deixam o leitor ciente do tema abordado]. O que temos hoje é um jornalismo opinativo, que não transmite as informações. Os veículos também têm sérias dificuldades de articulação das questões raciais e dos direitos humanos.” explicou.

Ao final da entrevista, a mestre fez um apelo aos estudantes, ressaltando que o importante é sempre “estudar sem deixar de saber” e não esquecer que no jornalismo, “antes de uma pauta, o que temos são pessoas”, algo que na correria do dia-a-dia muitas vezes se esquece.

* Aluna do 3º período do curso de Comunicação Social da ECO/UFRJ.

“A mídia deixa claro que não pretende produzir conhecimento”, ressalta jornalista

Lais Carregosa*

A jornalista e mestre em Comunicação, Raika Julie Moisés, concedeu a primeira coletiva do Laboratório de Comunicação Crítica, da Escola de Comunicação Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ECO). A entrevista aconteceu na Central de Produção de Multimídia (CPM), sexta-feira, 04 de novembro. Raika falou sobre experiências e desafios profissionais, além de questões de gênero e raça.

Nascida em Uberaba – MG, Raika contou que recebeu uma bolsa de iniciação científica e veio ao Rio de Janeiro desenvolver pesquisa, uma sobre terceira idade e comunicação, a outra sobre mídia e educação. Após graduada, passou a viver no Rio e trabalhar como coordenadora do grupo de comunicação do Projeto Legal, entidade sem fins lucrativos que trabalha com minorias sociais e grupos vulneráveis na defesa e garantia dos direitos humanos. Raika destacou que essa experiência a levou a vivenciar a comunicação numa outra perspectiva, mais sobre as histórias que teve contato do que sobre a técnica.

Hoje, a entrevistada trabalha na Anistia Internacional, mas já passou pela OEA (Organização dos Estados Americanos), em Montevidéu, e pelo Observatório de Favelas, localizado no complexo da Maré, Zona Norte do Rio de Janeiro. Este último possui uma proposta de comunicação que discute questões raciais e direitos humanos. Raika criticou a cobertura jornalística dentro da Maré, que põe em risco a segurança de moradores em benefício de uma pauta. “O tráfico não perdoa você ser chamariz de imprensa”, disse. Segundo a entrevistada, o jornalista esquece que está falando de pessoas. Ainda sobre o fazer jornalístico, a mestre disse que “a mídia deixa claro que não pretende produzir conhecimento”. Para ela, há muita opinião e falta de informação. “Não se pesquisa, estuda ou escuta antes de escrever uma matéria”.

A entrevistada expressou ainda descrença em relação ao avanço das pautas da minoria e disse que é preciso agir estrategicamente para alcançar representatividade na mídia tradicional. Destacou a importância da internet como uma opção para ecoar as vozes deliberadamente esquecidas, alertando que a forte presença de tais temáticas na rede abre espaço para pautas na mídia tradicional.

* Aluna do 3º período do curso de Comunicação Social da ECO/UFRJ.

Jornalista vê um abismo no conteúdo de falas em rede

Juliana Soares*

A jornalista e mestre, Raika Julie Moisés, de 31 anos, participou de uma simulação de entrevista com alunos de graduação em Comunicação Social, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, na tarde de sexta-feira, 04 de novembro. O encontro com os estudantes durou cerca de duas horas, entre a apresentação da convidada, questões e respostas. Cada aluno formulou uma pergunta, e fez as anotações como se estivesse, de fato, em uma coletiva.

Vinda de uma família de pouca formação, Raika entrou para a Universidade Federal de Uberaba aos 17 anos. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 2005, após ganhar uma bolsa de iniciação científica da Escola de Comunicação da UFRJ. Em 2006, instalou-se definitivamente na cidade e começou a trabalhar para uma organização de Direitos Humanos (Projeto Legal) que atuava com jovens e adolescentes em medidas socioeducativas.

Logo ao fim deste projeto, e sem perspectivas de um novo trabalho, enviou currículo para uma organização governamental, a OEA, (Organização dos Estados Americanos), em Montevideo. Essa que foi sua primeira experiência internacional, descrita como uma das experiências mais incríveis de sua vida e trabalho.

De volta ao Brasil, trabalhou no Observatório de Favelas, organização dedicada ao estudo civil de favelas e fenômenos urbanos. Dedicou-se aos temas como Direitos Humanos e Raça. Raika descreveu tais temas como uma empreitada diária que exige paciência e dedicação.

Apesar de atualmente se considerar pouco Jornalista, disse que deve à profissão amigos e vivências que a carreira lhe deu. Mestre em Comunicação e Cultura pela UFRJ, concluído neste ano, a entrevistada pretende continuar a pesquisa sobre o corpo no ambiente virtual, com recorte em raça e gênero em um futuro Doutorado, já sonhando com os novos rumos que deverá tomar.

Quando perguntada sobre a representação dos diversos grupos sociais nas mídias disse que considera muito bom ter a presença de grupos e pessoas individuais na rede, mas ressaltou: “eu ache que o grande abismo da rede é isso de que você pode falar mais do que nunca o que você quiser, inclusive no sentido da violência e da agressividade”.

* Aluna do 3º período do curso de Comunicação Social da ECO/UFRJ.

 

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