Conselho de Comunicação debaterá crise no setor e educação midiática

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Na segunda parte da reunião do Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional, nesta segunda-feira (12), foram definidos nomes de participantes e formato do Seminário “Educação Midiática e Informacional no Brasil”, a partir de proposta do conselheiro Ismar de Oliveira Soares.

Está confirmada a presença do coordenador da área de mídia e informação da Unesco, Alton Grizzle. Também devem ser convidados para o seminário, que se realizará no dia 7 de novembro, a professora Raquel Paiva, da Escola de Comunicação Social da UFRJ, e dois adolescentes que participam de projeto colaborativo sobre mídia em escolas privadas e na periferia de São Paulo.

O conselheiro Marcelo Rech ressaltou a necessidade de debate sobre educação para a mídia focada nas redes sociais. Ele demonstrou preocupação com a falta de “filtro” ou intermediação de profissionais de comunicação nos conteúdos que incentivariam ódio, preconceitos e até violência.

Crise

Os conselheiros também aprovaram a realização de seminário no próximo dia 10 de outubro, para tratar sobre os efeitos da crise econômica sobre o setor da Comunicação Social. A proposta foi elaborada pela Comissão de Relatoria formada por Marcelo Rech, Nascimento Silva, Marcelo Cordeiro e Davi Emerich.

O conselheiro Nascimento Silva declarou-se preocupado com o desemprego e a eliminação de funções no setor de comunicação, especialmente entre radialistas. O debate deverá ser ampliado incluindo temas como a crise tecnológica e de conteúdos, por proposta dos conselheiros Celso Augusto Schröeder e Maria José Braga.

— O Brasil está sendo colonizado do ponto de vista da tecnologia digital. A tecnologia vai precisar de regulação — defendeu a conselheira.

O vice-presidente do Conselho, Ronaldo Lemos, também destacou a importância da regulamentação multissetorial da internet envolvendo os setores privado, governamental, a comunidade científica e a sociedade civil.

Também deverá ser tema de debates a concorrência com as empresas estrangeiras de tecnologia digital que, conforme Marcelo Rech, faturam “uma fábula de publicidade sem recolher impostos”. Mesmo aspecto levantado pelos conselheiros José Francisco de Araújo Lima, Marcelo Cordeiro e Roberto Franco.

Nesse sentido, Walter Vieira Ceneviva lembrou que Google e Facebook faturam no Brasil mais do que a soma de todas as televisões e todas as editoras.

— É importante trazer convidados que tragam fatos e dados, não opinião formada. Para onde vão os postos de trabalho? (…) Quais as perspectivas? Para onde vai o dinheiro da publicidade? E para onde vai o imposto? — questionou Ceneviva.

Davi Emerich sugeriu um levantamento dos projetos de lei que tramitam na Câmara e no Senado e que tratam diretamente do tema em relação a investimentos e tecnologia, por exemplo. O conselheiro propôs ainda que sejam discutidas alternativas ao atual modelo de comunicação.

Projetos

Outros itens de deliberação na pauta foram adiados para a próxima reunião do conselho. Tratam-se de relatórios sobre dois projetos de lei: um que trata de bloqueio de sites e aplicativos, e outro (PL 4.451/2008) que institui o Código Brasileiro de Telecomunicações para estabelecer normas de julgamento das licitações para outorga de concessões e permissões de serviços de radiodifusão

Fonte: http://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2016/09/12/conselho-de-comunicacao-debatera-crise-no-setor-e-educacao-midiatica

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