Aos 74 anos, morre o escritor uruguaio Eduardo Galeano

Nessa manhã de quarta-feira, 13 de abril, nos despedimos do escritor e jornalista uruguaio Eduardo Galeano, que faleceu devido a complicações decorrentes de um câncer de pulmão diagnosticado em 2007.

galeano

Galeano foi autor de mais de 50 livros (traduzidos para cerca de 20 idiomas) de diversos gêneros literários. Sua obra mais famosa é “As veias abertas da América Latina” (1971), que se tornou um clássico da literatura política, através do qual denunciou a opressão e exploração econômica sofrida pelo continente latino-americano.

Durante o golpe militar no Uruguai, em 1973, Galeano foi preso. Para fugir da cadeia, exila-se na Argentina. No país vizinho, chegou a lançar o livro “Crisis”. Em 1976, outro golpe militar, dessa vez liderado pelo general Jorge Videla, coloca novamente sua vida em risco. O nome do escritor vai parar na lista dos esquadrões da morte, que executavam opositores ao regime. Para salvar sua vida, ele se refugia na Espanha. Ele só voltaria ao Uruguai em 1985, quando ocorre a redemocratização. Após o retorno, viveu em Montividéu até morrer.

Recebeu o prêmio Casa de Las Américas em 1975 e 1978, e o prêmio Aloa, promovido pelas casas editoras dinamarquesas, em 1993. A trilogia “Memória do fogo” foi premiada pelo Ministério da Cultura do Uruguai e recebeu o American Book Award (Washington University, EUA) em 1989.

Ainda em solo espanhol, Galeano iniciou “Memória do fogo”, uma trilogia sobre a História das Américas. Passando pelos povos pré-colombianos até o recuo das ditaduras militares na região, Galeano leva para as páginas personagens como generais, artistas e revolucionários. A história americana é contatada por meio de pequenos textos sobre ações que mudaram o modo de encarar a vida no continente.

Em 1999, Galeano foi o primeiro autor homenageado com o prêmio à Liberdade Cultural, da Lannan Foundation (Novo México). É autor de “De pernas pro ar”, “Dias e noites de amor e de guerra”, “Futebol ao sol e à sombra”, “O livro dos abraços”, “Memória do fogo” (que engloba “Os nascimentos”, “As caras e as máscaras” e “O século do vento”), “Mulheres”, “As palavras andantes”, “Vagamundo”, “As veias abertas da América Latina” e “Os filhos dos dias”.

FONTE

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