Matérias escritas pelos alunos do Laboratório de texto do LECC, Técnica de Linguagem Jornalística, na primeira coletiva

 Na primeira coletiva promovida pelo curso de Técnica de linguagem jornalística da ECO/ UFRJ, o jornalista e mestrando Erick Dau falou sobre o seu objeto de pesquisa; as relações de gênero na pornografia. Os post seguintes são as matérias escritas pelos alunos do laboratório.

No dia 25/01, às 14h,o laboratório promoverá outra coletiva. Para saber mais, confira o post anterior ao das matérias ou a nossa página do Facebook; http://www.facebook.com/pages/LECC-UFRJ/181475825231514?ref=hl

Pesquisador mostra a relação da pornografia com o machismo

 

Por Lucas Nascimento Costa*

 Na primeira coletiva promovida pelo curso de Técnica de linguagem jornalística da ECO/ UFRJ, o jornalista Erick Dau falou sobre o objeto de pesquisa que desenvolve no mestrado, as relações de gênero na pornografia. Orientado pela prof.ª Janice Caiafa, o mestrando levantou alguns dados relevantes e reflexões sobre o modo de atuação da indústria pornográfica mundial dominante, que está intimamente ligada ao quadro atual do machismo.

O conteúdo do material pornográfico, classificado como mainstream, maioria no mercado, consiste em sites de internet que divulgam fotos e vídeos de sexo explícito, amador ou profissional, grátis ou pago. Segundo Dau, o grande problema seria o modo de representar o sexo feminino, inferiorizado perante o homem, seja na forma como as cenas são conduzidas ou até mesmo na classificação que elas recebem. “Muitas vezes encontramos em títulos de vídeos ou mesmo nos nomes dos sites palavras como ‘vadia’, ‘vagabunda’ e ‘puta’. O que me incomoda é a opressão com o corpo da mulher”, diz o jornalista.

De acordo com dados da pesquisa, 12% dos sites que circulam na internet tem conteúdo pornográfico, 25% das procuras diárias do Google são endereçadas a sites pornôs e 2 bilhões de e-mails com pornografia são trocados no mundo. Esses índices, segundo Dau, expõem a relevância e a importância que a indústria pornográfica tem em disseminar o machismo no mundo. Reforça essa ideia a afirmação de uma autora citada pelo mestrando, que diz que a pornografia teria roubado da escola e da família o papel da educação sexual.

No final da entrevista, perguntado sobre a possibilidade de consolidação de um conteúdo pornográfico com material “anti-machista”, o pesquisador disse que esse conteúdo idealista consistiria em um pequeno nicho de consumo e seria engolido pelos meios mais tradicionais da indústria.

*Aluno do Ciclo básico do Curso de Comunicação da ECO/UFRJ.

Pesquisa expõe percepção diferente sobre a pornografia

Por Thaís Dantas*

O jornalista e mestrando do programa de Pós-Graduação da ECO/UFRJ Erick Dau esteve no Laboratório de Técnica de Linguagem Jornalística para falar sobre a pesquisa que vem desenvolvendo. Ele é orientando da professora Janice Caiafa e estuda a opressão da mulher na pornografia.

O foco do estudo é a pornografia veiculada em vídeos na internet e de caráter comercial, a categoria Mainstream, em que a mulher é tida como submissa, objeto de prazer do homem. Segundo Dau, neste tipo de vídeo o enquadramento privilegia o corpo feminino e as cenas mostram uma realidade em que a mulher adora violência e faz de tudo para satisfazer o homem.

A questão levantada pelo mestrando é que a pornografia tem uma diferença crucial em relação a outras mídias, pois ela é produzida como um produto de massa, mas é recebida de forma individualizada e oculta. Ele observa que esta opressão é percebida, mas não é denunciada, talvez pelo preconceito em relação a esse tipo de vídeo. Dau afirma que a população se submete a condenação desta violência, mas não o faz por não querer admitir o uso deste produto.

Erick Dau mostra que 30% do tráfego mundial de dados é gerado por esse tipo de conteúdo e que a vida útil de uma atriz pornô é de três meses, já que o material é produzido em condições precárias e sem preocupação com a  saúde das atrizes. O pesquisador diz que não há um feedback sobre o conteúdo dos vídeos, devido ao tabu que representa. “As 28 mil pessoas que assistem a vídeos de pornografia a cada minuto no mundo não assumem que o fazem e assim a sociedade permanece em silêncio em relação a opressão da mulher”, disse.

A critica deixada pelo entrevistado durante a coletiva foi sobre a forma como a pornografia é feita e vista, pois há um preconceito em relação a ela, mas, mesmo assim, é quem “educa” sexualmente a sociedade. “É preciso mudar a pornografia”, concluiu o pesquisador.

*Aluna do Ciclo básico do curso de comunicação da ECO/UFRJ.

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