Nemézio Filho discute Comunicação Comunitária na Comunicar! da UFRRJ

Fonte: ICHS EM FOCO

Por Bruna Rodrigues e Talyta Magano

Foto por Heloísa Facin

Foto por Heloísa Facin

Para o encerramento da Comunicar!, 2ª Semana Acadêmica de Jornalismo da UFRRJ, na noite de 30/11, foram convidados Nemézio Filho, do Laboratório de Estudos em Comunicação Comunitária (UFRJ), e Denise Viola, da Rádio Mec, para debater o tema Comunicação e Jornalismo Comunitário.

A ideia da comunicação comunitária, segundo Nemézio, envolve perspectivas históricas em que a mídia, como jornais locais do início do século passado, eram meios voltados para a classe burguesa. A partir da necessidade de falar daquilo que a grande mídia não fala, nasce o desejo de expandir uma comunicação mais identitária.

– O que define o jornalismo comunitário são os objetivos. Ele é voltado para uma comunicação que emerge do grupo, no sentido de dentro para dentro, em que, por isso, costuma ser o porta-voz do grupo minoritário.

O palestrante colocou, então, o rádio como potencializador desse tipo de comunicação. Para ele, o Brasil ainda está muito atrasado quanto a grupos comunitários e, por isso, não entende como eles podem auxiliar na difusão de informações sobre saúde, educação etc: “aquele radinho de mão chega a qualquer lugar, mas o computador, a internet e a televisão não!”

Na sua vez, a jornalista Denise comentou que a comunicação comunitária deve ser difundida da forma que o cidadão pense e sinta. Não só no idioma, mas na abordagem. É necessário levar em conta as experiências sociais do receptor. Para exemplificar, ela contou que foi através de uma rádio comunitária que as mulheres da Guiné-Bissau deixaram de permitir a mutilação genital.

– A rádio comunitária serve para atender a determinada realidade social. Ela deve garantir a diversidade social em sua programação.

Ela discutiu, ainda, que a concretização efetiva da comunicação comunitária brasileira depende da criação de um Marco Regulatório da Comunicação.

A aluna Polyana Farias, durante o bloco de perguntas, comentou que o rádio é um veículo poderoso para a comunicação comunitária, pois ele possui uma proximidade com o ouvinte e, portanto, é capaz de participar efetivamente da realidade social.

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