Propostas virtuais, resultados reais

Fonte: Jornal Ecos

Comunidades Catalisadoras é a pioneira na criação de um banco de soluções comunitárias online

Por Thayná Rodrigues

O Rio de Janeiro vive hoje uma época em que as melhorias de infraestrutura concentram-se em áreas que receberão as competições internacionais esportivas. No entanto, a população que está distante dessas regiões assessoradas pelo poder público fica desassistida, sendo preciso empreender avanços independentes de ordens oficiais. A organização sem fins lucrativos Comunidades Catalisadoras (ComCat) gerencia um espaço virtual para troca de experiências, documentação e soluções locais que são convertidas em ações reais.

Criada e dirigida pela doutora em urbanismo Theresa Williamson, que há 11 anos apostou no Rio  como o local ideal para potencializar uma rede de gestão em programas sociais, a ComCat foi fundada em 2000 para divulgar soluções comunitárias online. O nome foi defendido pela diretora da Ong, porque “catalisador” é o que contribui para a aceleração de um processo. “Comunidades catalisadoras” são aquelas que, por meio de uma experiência bem sucedida de ação social ou ambiental, servem como modelo para despertar e agilizar mudanças sociais”, definiu Williamson.

O que rege a ComCat é a tecnologia. O site e as redes sociais são as principais ferramentas para o contato entre idealizadores e colaboradores, além de servirem para divulgação de conteúdo . A missão que a organização defende é a de “integrar as comunidades de baixa renda na sociedade utilizando redes online e offline e ferramentas de comunicação”. Por meio de Facebook, Orkut e Twitter, a coordenadora de redes Mary Allison Joseph divulga as novidades, como cursos promovidos pela organização, notícias relacionadas ao terceiro setor e campanhas educativas até mesmo de outras instituições com a mesma preocupação social.

Segundo Joseph, a internet serve também como uma janela para mostrar ao mundo o que acontece no Rio de Janeiro sob um ponto de vista que raramente é privilegiado. “Queremos mostrar que, nas favelas, existe um lado positivo, de solidariedade e trabalho em conjunto, em que as pessoas podem se organizar e criar iniciativas sociais”, explicou. Theresa Williamson, também editora do site, completou, dizendo que a mídia hegemônica não relata os pontos positivos da vida nas favelas. “O que a imprensa fala não representa a realidade, é um lado sobre as comunidades que sempre foi divulgado pela lente da classe dominante que governa a cidade.”
A ênfase da organização é dar visibilidade ao que acontece dentro das comunidades para facilitar que vozes internas informem seus próprios problemas e as alternativas possíveis. Além disso, os programas de capacitação funcionam como uma base para os moradores se sentirem como atores sociais capazes de realizar reivindicações e utilizarem as ferramentas virtuais para exercerem algo previsto na Declaração Universal dos Direitos Humanos: o direito à Comunicação.
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