Pesquisador analisa as representações do homossexualismo na mídia e na sociedade

Por Felipe Lyra*

O mestrando em Comunicação e Cultura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Luiz Henrique Coletto participou de simulação de entrevista coletiva com os alunos do Laboratório de Comunicação Crítica da ECO/UFRJ. O tema abordado foi a homossexualidade e as diversas formas de representação na mídia e na sociedade.

Inicialmente, Coletto traçou um panorama histórico da discriminação contra o que hoje é chamado de público LGBTTTS (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Transgêneros e Simpatizantes). Ele explicou que a prática da homofobia remete à Idade Média, quando o homossexualismo passou a ser considerado pecado, e foi se fortalecendo e se enraizando na sociedade até os dias de hoje. Mais recentemente, um dos eventos que contribuiu para a ampla difusão do preconceito foi a epidemia do vírus da AIDS no Brasil. Na década de1980, aassociação deste fato ao público homossexual serviu para ampliar as fronteiras da discriminação.

Ainda segundo o entrevistado, este cenário só apresentou alguma mudança em anos recentes, quando o homossexualismo deixou de ser visto como patologia e passou a ser encarado como opção. Coletto abordou também questão recorrente na mídia: o kit-gay, criado para ser disponibilizado pelo Ministério de Educação e Cultura em diversas escolas do país. Para Coletto, este nome foi dado por aqueles que são contra a prática, e nada mais é senão outra manifestação do preconceito.

Outra abordagem do debate foi a heteronormatividade. Esta consiste no intenso temor do público heterossexual de ser associado ao homossexualismo. O mestrando explica que a heteronormatividade pode ser vista desde o início da vida dos cidadãos, quando uma criança pequena sente-se altamente ofendida e insultada por ser chamada de “mulherzinha”. Coletto criticou este comportamento, afirmando que ele é danoso aos próprios héteros.

Finalmente, o pesquisador falou sobre a representação dos homossexuais na mídia. Contundente, ele, que é um ativista político, se apresentou veementemente contra a maneira usual de representação do grupo nas telenovelas e demais programas na TV aberta brasileira. O entrevistado finalizou a coletiva questionando a maneira como os meios de comunicação dificultam a exibição de qualquer tipo de contato entre homossexuais.

*Aluno do Ciclo Básico do Curso de Comunicação da ECO/UFRJ.

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