Pesquisadora de Comunicação e Cultura dá entrevista a alunos de Laboratório

Por Bernardo Peregrino*

A doutoranda e Mestre em Comunicação e Cultura pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação da ECO/UFRJ, Priscila Vieira, foi a terceira entrevistada pelos alunos do Laboratório de Comunicação Crítica: Técnica de linguagem jornalística, no dia 21 de outubro. A pesquisadora se debruça sobre o tema Comunicação e Globalização, mídia e defesa de direitos.

Na conversa, Priscila abordou, principalmente, o estudo de caso sobre a campanha Fale por Saneamento em Marabá (PA), da Rede Fale – apoiada por duas igrejas evangélicas da região. A mobilização – ainda em curso – busca chamar a atenção para a poluição do rio Grota Criminosa. A doutoranda ressaltou as estratégias comunicacionais empregadas pela Rede, como o uso de cartão e internet. Inicialmente, o cartão Ore & Envie falava da causa e pedia que o fiel o mandasse por correio para um conhecido. O uso da internet também permitiu a difusão da campanha para outros integrantes da comunidade evangélica, porque já havia uma rede de contatos estabelecida.

Outro tema fundamental foi o tratamento que a mídia de Marabá e do Pará deu ao caso. A pesquisadora disse que, segundo membros locais da Rede Fale, a campanha foi ignorada pelos grupos midiáticos por causa dos vínculos políticos existentes. “A situação chega a tal ponto que os jornais da região são descaradamente utilizados para a promoção de determinados políticos e seus pares”, acrescentou. Priscila também citou a concentração da mídia na região Sudeste como uma causa para a falta de atenção dispensada à campanha. Além disso, as dificuldades técnicas – principalmente no que diz respeito ao acesso à internet – complicaram a construção de uma via alternativa de divulgação.

Esse estudo de caso mostra como a pesquisadora está envolvida com questões culturais relacionadas a atitudes midiáticas. Outro trabalho de Priscila – Jornais cariocas, favela, funk e tecnobrega: olhares críticos sobre as relações entre grande mídia e cultura no Brasil, em parceria com Clarissa Pires Naback – reforça essa linha de atuação, de modo geral, tema da entrevista dada aos alunos.

*Aluno do Ciclo Básico do Curso de Comunicação da ECO/UFRJ

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