Pesquisador ressalta principais funções do projeto social na esfera comunitária

Por Thayná Rodrigues*

Em entrevista coletiva, concedida a alunos de Comunicação Social da UFRJ, o pesquisador Ricardo Moraes relatou experiências na organização e participação do Projeto Social “Teatro pela Comunidade”. Trata-se de uma oficina de teatro em que os participantes são os próprios moradores. Além de compor o elenco de atores, eles também ficam responsáveis pela produção artística e pela direção dos espetáculos.

O projeto começou capacitando oficineiros e professores da comunidade para que as atividades prosseguissem em outros locais. Porém, segundo afirmou o pesquisador, a oficina de teatro tem inúmeras funções, além de levar os alunos a uma cultura participativa na arte de atuar. Um dos principais aspectos da atuação do Teatro pela Comunidade é a vertente de transformação sobre aquele grupo de pessoas. Como afirmou Moraes, “o teatro procura incidir auto-reconhecimento e a visão de uma identidade própria do grupo, tão necessários para a sua existência no âmbito social”.

Estas transformações, ressaltou, envolvem também a criação de uma consciência crítica sobre o coletivo comunitário, principalmente em relação às questões ideológicas de domínio da classe dominante sobre a classe “subalterna”. De acordo com o pesquisador, o teatro na comunidade apresenta-se, então, como uma forma de articulação entre os conflitos daquele lugar e de sua população. Por meio da representação artística, a troca mútua de informações favorece o laço comunitário e o desenvolvimento crítico dos participantes em uma esfera de “intelectual orgânico”.

“Há um direcionamento da estética de encenação inteiramente voltado para a verdadeira realidade social de uma comunidade. Essa realidade social encontra-se no aqui e agora em conjunto com os seus integrantes, ouvindo-os sempre”, ressaltou Moraes. Articulação de idéias, produções artísticas e pensamentos coletivos se fazem cada vez mais necessários em esferas sociais em que há uma polifonia de discursos e nem todos são ouvidos. Para o mestrando, há uma necessidade de opiniões diversas, visto que as políticas públicas envolvem decisões democráticas.

*Aluna do ciclo básico da ECO/UFRJ

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