Debate sobre funk marca encontro de pesquisador e estudantes do Ciclo Básico

por Elisa Ferreira*

Os alunos do “Laboratório de Comunicação Crítica: Técnica de Linguagem Jornalística Aplicada”, do ciclo básico de Comunicação Social, estiveram com o Doutorando Pablo Laignier, na sexta-feira, 15 de abril. O encontro aconteceu na Central de Produção Multimídia (CPM) e trouxe ao debate o tema “As muitas faces do funk carioca: música e letra no Rio de Janeiro contemporâneo”.

Laignier abordou o gênero musical, no contexto desde a sua criação e apresentou os conceitos de tipologia do funk como melody, debochado, proibido, nonsense, consciente, de recado, infantil e evangélico. Destacou a diferença entre os MC’s que fazem apologia ao narcotráfico e ao crime daqueles que só querem ter voz. Além disso, o doutorando e pesquisador defendeu que atualmente muitos dos autores buscam no estilo musical uma forma de ganhar dinheiro. ”O funk tem toda uma linguagem própria que circula nas favelas”, afirmou.

Ao final, a simulação de coletiva de imprensa foi concluída com a abertura às perguntas. Os estudantes questionaram a ligação dessa indústria a economia, o direito autoral e a demonização e glamourização do funk na década de 90. Também perguntaram sobre o desconforto de pesquisar o tema.

Sobre o entrevistado

Pablo Laignier é Doutorando do Programa de Pós-Graduação da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGCOM-ECO/UFRJ), pesquisador do Laboratório de Estudos de Comunicação Comunitária da UFRJ (LECC-UFRJ) desde 2007, mestre em Comunicação e Cultura (2002) e jornalista formado (1999) pela UFRJ. Possui experiência em docência no ensino superior, além de ser organizador e autor de dois capítulos do livro “Introdução à História da Comunicação”. A pesquisa sobre o funk carioca será sua tese no doutorado da UFRJ. Para isso, acompanha diversos MC’s, principalmente a empresa Furacão 2000, e tem acesso a diversos tipos de informações.

O Funk

Esse gênero musical circula há cerca de 20 anos, porém ainda são poucos os estudos sobre o assunto. O pioneiro nesse universo foi Hermano Vianna ainda nos anos 80, apesar do baile funk já estar instaurado nas comunidades desde a década de 70. É considerado um gênero pós-moderno caracterizado por sua batida. Alcançou maior popularidade nas favelas. Dessa forma, muitas pessoas de baixa renda encontraram no funk um meio de ter voz, mesmo que nem todas as mensagens passadas sejam conscientes e políticas. Apesar de já estar disseminado entre todas as classes sociais, o gênero ainda causa espanto e preconceito em diversos setores da sociedade. “Ainda hoje o funk está muito mais presente no caderno policial do que no caderno cultural de um jornal”, confirma o pesquisador.

Próximo encontro sobre funk

Pablo Laignier comentou ainda sobre um futuro encontro de pesquisadores de funk. O evento acontecerá dia 24 de maio, na unidade de psicologia da UFRJ**.

**a ser confirmado na próxima edição do jornal.

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Um pensamento sobre “Debate sobre funk marca encontro de pesquisador e estudantes do Ciclo Básico

  1. marcos vinicio disse:

    ah! lelecc lecc lecc lecc

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